Quando se pode fazer tudo durante vários jogos
seguidos, os hábitos entranham-se e são difíceis de contrariar numa mudança de contexto.
Acho que pior do que ver a estupidez de Alex Telles foi a imediata incredulidade
dos jogadores do Porto com a decisão do árbitro. Eles acreditam mesmo que
aquilo não era para expulsão. E ao bom estilo dos anos 90 trataram de rodear, empurrar e berrar com o árbitro.
Também na comunicação social se notam estes
hábitos. Luís Freitas Lobo já não consegue despir a camisola em jogos do campeonato,
mas em jogos europeus torna-se absolutamente ridículo. Ainda assim o momento
mais elucidativo do estado do futebol português e de maior parte da comunicação
social ocorreu na rádio renascença. Após o final do jogo davam conta da má
prestação do árbitro com as seguintes palavras: “em caso de dúvida nunca
beneficiou o FC Porto”. Brilhante
Benfica, PSG e Juventus foram as únicas
equipas entre as 16 nesta primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos
Campeões que não sofreram golos. No caso do Benfica não sofreu golos da equipa
que tinha acabado de bater o recorde de golos marcados numa fase de grupos. A
normalidade seria elogiar essa equipa, mas estamos em Portugal. Saco de boxe,
banho de bola, cilindrados, vergonhoso foram alguns dos adjetivos usados para
classificar o jogo do Benfica. Uma verdadeira derrota moral. Já do Porto esperava-se
pelo menos uma vitória moral. Mas fica difícil explicar como é que se esteve
perto de ganhar sem enviar nenhum remate à baliza. Felizmente apareceu Boloni a
salvar o dia.
Soares Dias(2x), Manuel Oliveira(2x), Carlos
Xistra(2x), Luís Ferreira(2x), Fábio Veríssimo(2x), Jorge Sousa, Hugo Miguel e
Vasco Santos foram 13 das 14 nomeações para os jogos do Porto desde a 10ª Jornada.
Olhando para isto o Apito Dourado começa a parecer uma brincadeira.
e vergonhoso demais esses avençados azuis e não só , os trafulhas os mentirosos dos jornaleiros continuam a viver a custa do povo ,VERGONHOSO ,vergonhoso
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