quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Agora é preciso continuar a trabalhar em cima desta base.

Finalmente viram-se sinais de mudança. Parece que Rui Vitória percebeu que tem de dar mais força à equipa no meio-campo e torná-la mais equilibrada.

Não me preocupa que a equipa não tenha criado muitas situações de golo ontem. Contra este Manchester de risco 0 é muito difícil. Não é por acaso que eles têm apenas 5 golos sofridos nesta época (2 na Supertaça Europeia, 1 na Liga dos Campeões e 2(!!) na Liga Inglesa). A confiança dos jogadores também não é famosa. Muitas más decisões no último passe e nas saídas para o contra-ataque e falta de calma na finalização.

Mas o mais importante é que já se viu uma equipa mais coesa. Hoje sentiu-se que ia ser difícil para o Manchester nos ganhar. Se nós não tivemos muitas oportunidades, eles também não. E essas oportunidades aconteceram invariavelmente pelo flanco direito da nossa defesa.

Esse é mesmo um dos pontos negativos. Douglas é demasiado fraco a defender e não é com 27 anos que vai aprender. Pode ser útil em certos jogos do nosso campeonato mas não mais do que isso. Foi uma contratação contra o que o Benfica vem fazendo e sinceramente preferia ter ficado com Aurélio Buta. O outro receio que se está a confirmar não tem a ver com o jogo mas sim com a ausência de Jardel. Os problemas físicos não o largam e ele não consegue atingir um nível de forma aceitável. São 2 lacunas que o Benfica tem de pensar em colmatar em Janeiro.

Algo que também não está famoso é a forma física da equipa. Depois de um início fulgurante, vários jogadores caíram a pique. Perdemos demasiados duelos individuais e a nossa pressão dura poucos minutos. Ontem aos 10 minutos já se viam jogadores com dificuldades.

Mas também existiram boas notícias. Svilar é mesmo um grande guarda-redes. O erro é algo que lhe ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Este é um dos riscos de lançar jovens jogadores. O importante é que a qualidade está lá. Até aquele momento esteve impecável e principalmente depois daquele momento também esteve.

Rubén Dias é um grande central. Desde o jogo de treino com o Leipzig que fiquei com boa impressão dele e a cada jogo que faz cresce a certeza que vai ser um dos melhores centrais do mundo. Espero é que se aguente por cá mais do que 1/2 épocas. Tem tudo para ser uma das referências do Benfica.

Filipe Augusto é um daqueles jogadores que os adeptos normalmente gostam de assobiar. Sinceramente não percebo porquê. Se é o estigma do Mendes ou se é por ser o patinho feio da imprensa. Rui Santos por exemplo tem-lhe dedicado muito tempo com mimos. E isso acontece por uma razão. Porque se percebe que ele pode ser o ponto de equilíbrio desta equipa. Tem características únicas. É alto, forte, bom tecnicamente e recupera muitas bolas. Ontem fez um grande jogo mesmo sem confiança. Se os adeptos não o queimarem se calhar daqui a uns anos estão a insultar Vieira por "o ter vendido ao desbarato".

Diogo Gonçalves também teve algumas boas arrancadas. Ajudou a defender e esteve concentrado. Tem uma potência que os outros não têm. É incomparavelmente mais forte fisicamente do que Cervi, Rafa ou Zivkovic. Hoje teve uma jogada de choque com Valência onde ganhou no corpo a corpo e nenhum dos anteriores faz isso nem sequer com adversários normais. Com minutos de jogo vai ser muito importante.

Agora é manter este equilíbrio. O importante neste momento é sermos uma equipa difícil de bater. A quantidade e qualidade de jogadores que temos do meio-campo para a frente vai fazer o resto. Apenas é preciso manter a consistência nas opções e aumentar a confiança e os níveis físicos dos jogadores. Temos potencial suficiente para construir uma equipa tão forte como a que terminou a época de 2015/2016.

domingo, 15 de outubro de 2017

Parece sempre o mesmo jogo

Os jogos fora de casa do Benfica parecem cada vez mais uma repetição dos anteriores. Com a bola muitas dificuldades em furar as defesas adversárias e sem bola não existe capacidade para controlar o adversário.

Para mim o problema resume-se ao equilíbrio da equipa. Ou melhor, na falta dele. O Benfica anda a privilegiar em demasia a técnica em detrimento da força. É Rafa, Zivkovic, Cervi, Pizzi, Krovinovic, Grimaldo ou Jardel (este porque está muito mal fisicamente) em vez de Eliseu, Ruben Dias, Filipe Augusto, Samaris, Diogo Gonçalves ou Gabriel. Não estou a dizer que devem jogar os que eu disse em segundo lugar em vez dos primeiro. Mas tem de existir um equilíbrio entre eles.

Por exemplo em mais de 1 época Rafa, Cervi ou Zivkovic lançaram um míssil como fez Diogo Gonçalves ontem? Ou algum dia vão fazer? Algum mostrou ter potência e força nos arranques como Diogo Gonçalves fez ontem pela direita em 2 ou 3 lances que ganhou a linha de fundo?

Depois existe o problema de Pizzi jogar num meio-campo a 2, e muitas das vezes sem extremos com capacidade defensiva, que tornam a equipa demasiado vulnerável. E a estatística neste aspecto não mente.

Fora de casa, em 2015/2016 Pizzi jogou uma vez na posição 8. Derrota em Arouca por 1-0. Depois disso apenas uma derrota no Dragão e um empate contra o União da Madeira. De resto só vitórias onde se destacaram os 4-0 em Tondela, 2-0 em Braga, 4-2 em Setúbal, 4-1 na Madeira, 4-1 em Moreira de Cónegos, 5-0 em Belém e 1-0 em Alvalade. Mesmo na Liga dos Campeões tivemos grandes vitórias por 2-1 em Madrid e em São Petesburgo.

Na época passada, mesmo que sem o mesmo controlo dos jogos da época anterior, começámos com vitórias por 2-0 em Tondela, 3-1 na Madeira, 2-1 em Arouca num jogo onde falhámos um número absurdo de golos e 2-0 em Chaves. Depois entrou Pizzi para o meio e daí para cá apenas vencemos 2 jogos por mais do que um golo de diferença. Em Guimarães e Belém. Vencemos 6 jogos pela margem mínima, empatámos 6 e perdemos 3. Em nenhum jogo marcámos mais do que 2 golos e apenas em 3 marcámos 2. Nos restantes 14 jogos marcámos apenas 1 golo ou mesmo nenhum!!!

Querem mais exemplos de como a técnica não é tudo? O Sporting de 2015/2016 sofria poucos golos. Saíram Slimani e João Mário e a equipa, com a mesma defesa e a mesma dupla de meio-campo, sofreu mais do dobro dos golos. E os substitutos de ambos foram Bas Dost (marcou mais golos que Slimani) e Gelson Martins que é o jogador mais valorizado do Sporting. O problema é que nenhum dos 2 deu o equilíbrio que Slimani e João Mário davam defensivamente.

Outro exemplo é o Porto desta época. Em casa com o Besiktas jogou com Oliver e Danilo no meio-campo e levou 3 que podiam ter sido mais. No Mónaco meteu lá Herrera e Sérgio Oliveira e ganhou 3-0. E Herrera é melhor que Oliver? Não. Oliver em 10 passes falha 1 enquanto que o Herrera nos mesmos 10 acerta 3 ou 4. A questão é que os jogadores do Mónaco foram batendo num muro e foram perdendo força física e psicológica. E o Porto, depois de um golo num lançamento lateral, matou o jogo numa jogada com 3 toques.

Rui Vitória tem muito por onde escolher para equilibrar a equipa e tem de o fazer. Se não fizer vão continuar a aparecer exibições pobres como as dos últimos jogos e neste momento sem a confiança que a equipa tinha na época passada por estar em primeiro lugar. Mesmo a equipa parece que já não acredita neste sistema. É psicologicamente extenuante para os jogadores sofrerem sempre tanto para vencer os jogos fora de casa.

Por isso muda Rui Vitória. Não continues à espera que as coisas mudem sozinhas porque isso não vai acontecer.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O mundo ao contrário

Nos últimos 4 anos o Benfica fez grandes vendas, nos últimos 2 lançou vários jovens formados no clube, reduziu passivo e empréstimos bancários, mas ACIMA DE TUDO VENCEU quase todos os títulos que havia para vencer internamente. Nas modalidades a mesma coisa e com títulos europeus. Em qualquer parte do mundo uma gestão destas era considerada de excelência. Em todo o lado menos em Portugal.

Em Portugal no dia em que o Benfica teve o melhor resultado financeiro de sempre o que se falou foi o passivo que diminuiu pouco, as comissões, fizeram-se exercícios matemáticos onde foram subtraídas as amortizações ao valor que o Benfica recebeu da venda de jogadores e os jornais, aproveitando uma série negativa de resultados, até convocaram os sócios do Benfica a aparecerem na AG de aprovação de contas.

Já o imparável Sporting, no seu melhor ano em termos de vendas de jogadores, aumentou o seu passivo em "apenas" 60 milhões e vem de uma época desastrosa onde em Janeiro já não lutava por nada. Neste caso já não existiram convocatórias para a AG e a centena de sócios que por lá apareceu ainda foi culpada pelo seu presidente da falta de títulos. O motivo segundo o próprio é demasiado Facebook dos seus adeptos. No final uma salva de palmas para a brilhante gestão.

Falando dessa gestão nos últimos anos... Academia de Alcochete já é de um banco. Percentagens de venda de jogadores é para os bancos. Receitas da UEFA vão para a Doyen e para os bancos. Ex-jogadores e dirigentes vão ganhando processos em tribunal e estão à espera que lhes paguem. Antecipação de receitas do contrato de direitos televisivos. VMOCs serviram para esconder um passivo que continua a aumentar (80 milhões nos últimos 2 anos) e já vai nos 310 milhões (se somarem as VMOCs e o passivo de todas as empresas do grupo, deve ultrapassar largamente os 600 milhões).

No futebol vão de vento em popa. Não estão em primeiro em nenhuma competição. Vão em 4 jogos seguidos sem vencer. Apenas um golo marcado nesses jogos e num lance irregular. Receberam um adversário directo com a possibilidade de passar para a frente do campeonato e acabaram por levar um banho de bola e apenas criaram uma oportunidade de golo em 90 minutos. 

Já o Porto apesar do primeiro lugar no campeonato também não tem um futuro muito risonho. Não ganhou nenhum titulo nos últimos 4 anos. Aumentou o passivo de 233 para 377 milhões (era o valor no último semestre). Está intervencionado pela UEFA. Está a dever dinheiro a ex-jogadores e treinadores. Também já antecipou receitas dos direitos televisivos. Tem um plantel curto e teve de aproveitar todos os jogadores que tinha emprestados. Tem jogadores como Maxi Pereira e Casillas a colocar os custos com pessoal insuportáveis. O seu melhor jogador pode assinar contrato por outro clube em Janeiro. Dos jogadores com mercado não tem os passes de nenhum completos.

Eu estou a escrever isto e acho inacreditável toda a histeria que se vive no mundo Benfiquista. Eu vejo o estado calamitoso dos nossos adversários e aparecem umas almas a dizer que eles é que estão bem e ficam indignados porque investimos no Seixal, num colégio e num centro de alto rendimento em vez de um central ou de um lateral. É assim tão errado investir em algo que nos vai dar vantagem nos próximos anos na obtenção de miúdos e atletas que estiverem a ser disputados por vários clubes?

De repente com 2 meses de época tudo é posto em causa. Parece que é a primeira vez que nos últimos 4 anos estivemos a 5 pontos da liderança. Parece que estamos em Abril e não no inicio de Outubro. Eu gosto de exigência mas o que é demais é demais e chega-se a uma altura em que em vez de estarmos a ser exigentes estamos a ser idiotas.

Era bom Todos começarem a pensar que temos um Penta para conquistar. E ele não se conquista insultando os jogadores, o treinador e os dirigentes que nos permitiram estar a lutar por ele. Sem a união, vitórias como aquela no Bessa e em Coimbra em 2015/2016 ou em Vila do Conde nas 2 últimas épocas não tinham acontecido. Pensem nisso.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Desilusão

É este o sentimento que se apoderou de mim nos últimos dias. Podem pensar que é da equipa, do treinador, dos dirigentes ou de qualquer outra pessoa que trabalha no Benfica. Mas não. Estou desiludido com os Benfiquistas nos quais me incluo. Estou desiludido pela facilidade com que 2 directores de comunicação conseguiram pôr em prática um plano tão simples.

Em termos de arbitragem fizeram o que costumam fazer. Gritaram que o Benfica era o grande beneficiado. Todos os jogos nas primeiras jornadas encontraram erros a favorecer o Benfica. Nessas semanas nunca se falou dos grandes jogos que o Benfica fez. Na Supertaça foi o primeiro golo que era precedido de uma falta. Na primeira jornada foi um golo anulado ao Braga. Na terceira jornada foi o Eliseu. Do futebol que estávamos a praticar nunca se falou.

Mas o plano não se ficou por aqui. Desde o final da época passada começou a haver uma quantidade de comentários anónimos em fóruns e blogues Benfiquistas sempre com o mesmo discurso. As vendas, o passivo que não desce (mesmo sem o relatório de contas ter saído), a defesa, o número 8, o guarda-redes, o Mitroglou, etc, etc.

Eu digo que até achei patética essa estratégia, mas eis que de repente, após 4 jogos em que praticamos um grande futebol, empatamos um jogo em Vila do Conde. Bastou isso. Um empate para todo aquele burburinho criado com antecedência dar frutos, e tudo e todos serem postos em causa. Desde aí a equipa joga sobre brasas. No jogo seguinte com o Portimonense a equipa já era assobiada no seu próprio estádio e a partir daí foi uma bola de neve.

E depois olhamos para os planteis e eu penso. Mas somos mesmo pior que os outros? Um frango do Varela é pior do que um do Casillas? André Almeida é pior que Piccini? Porque é que se fazem contagens dos jogos em que Grimaldo ficou de fora desde que está no Benfica (mesmo a primeira meia época em que ficou de fora por opção) e não se contam os de Coentrão no mesmo período? Por que é que a idade do Luisão incomoda e a de Mathieu não? Ter Fejsa, Samaris e Filipe Augusto não é melhor do que Danilo e mais ninguém ou William e mais ninguém? Pizzi é pior que Battaglia ou Oliver? E se nenhum destes 3 poder jogar, Porto e Sporting têm alternativas mais válidas do que o Benfica para os substituir? Ter 4 ou 5 extremos de qualidade é pior do que ter 2 de qualidade e não ter ninguém para os substituir como acontece com o Porto e Sporting? Ou ter 4 avançados de qualidade é pior do que ter apenas 2/3 como os outros?

Mas mesmo para os que não pensam como eu tenho uma novidade. Até 1 de Janeiro o mercado não volta a abrir e são estes que temos de segurar. São estes que não podemos deixar cair.

Quem está a ser fraco no meio disto tudo não são os jogadores, treinadores ou dirigentes. Quem está a ser fraco e comido de cebolada somos nós que não paramos de aumentar o ruído em torno da equipa. Somos nós que estamos a fazer de uma equipa vencedora, uma equipa que duvida de si própria, enquanto outros sem títulos nos últimos anos jogam tranquilos e sem qualquer pressão.

Eles não vão ganhar sempre, bem pelo contrário. Os problemas mais cedo ou mais tarde vão aparecer. Nós temos é que estar em posição de aproveitarmos esses momentos maus que eles vão ter. Mas para isso temos de voltar a ser Benfica. E para voltarmos a ser Benfica temos de olhar para o nosso símbolo, ler o lema que lá está inscrito e colocá-lo em prática.

E PLURIBUS UNUM

domingo, 17 de setembro de 2017

Inicio de um novo ciclo

Eu percebo o descontentamento dos adeptos. O Benfica vem de 4 campeonatos consecutivos, com raros percalços e habituados a bom futebol. Quando isso não acontece e principalmente numa equipa que vem habituando assim os adeptos a exigência é irracional.

Há 2 anos atrás o Benfica tinha iniciado um novo ciclo. Sem Jesus e com a saída de alguns jogadores como Maxi e Lima a juntar a outras saídas antes dessa época como foram Oblak, Garay, Siqueira, Enzo Perez, Rodrigo e André Gomes.

Tal como hoje, os problemas eram mais do que muitos e ninguém via o plantel com capacidade para lutar pelo titulo. Dizia-se que eram Gaitan, Jonas e pouco mais. Nesse inicio de época foram lançados Nelson Semedo e Gonçalo Guedes, André Almeida jogava como médio mais defensivo, Silvio foi titular na direita quando Nelson Semedo se lesionou, Eliseu era a única opção para a esquerda e Pizzi e Talisca iam disputando a posição 8. Rezavam-se a todos os santos para não se lesionar nenhum central porque a 4ª escolha era Lindelof e o guarda-redes porque a 2ª era Ederson. Pois bem. No final dessa época batemos o record de pontos conquistados e todos achavam que com um pouco de sorte podíamos ter ido além dos quartos de final da Champions.

Passados 2 anos venderam-se Ederson, Nelson Semedo, Lindelof, Renato Sanches, Gaitan, Gonçalo Guedes e Mitroglou e para os voltar a substituir como estes substituíram os anteriores é necessário tempo. Já chega da conversa que devíamos ter contratados jogadores para suprir a ausência dos que saíram. O Benfica não ia arranjar um lateral por 7 ou 8 milhões igual a Nelson Semedo. Se existisse o Barcelona ia antes buscar esse lateral. Com Ederson a mesma coisa.

Eu não estou a dizer com isto que tudo se vai repetir. Também me preocupa que neste tempo possamos perder o comboio. Preocupa-me que se refira vezes demais sermos tetra campeões. Preocupa-me que a mudança de chip que Rui Vitória pediu no final da época passada não se esteja a verificar esta época. Preocupa-me a atitude da equipa quando se apanha em vantagem e sobretudo preocupa-me a forma física dos jogadores.

Entrámos com tudo no campeonato e com um grande futebol. Bastou chegar há quarta jornada para começarem novamente as lesões musculares em catadupa. Se quase todos os jogos se lesiona alguém fica difícil. E se após uma paragem para selecções a equipa aparece da forma que apareceu é sinal que algo não foi bem feito.

Outra coisa que eu sempre defendi aqui, era que o Benfica devia responder aos supostos benefícios de arbitragem que nos eram atribuídos e aos prejuízos que são constantemente escondidos pela comunicação social. Mas entrar numa guerra de palavras com outro clube acho que já não é benéfico para nós.

domingo, 10 de setembro de 2017

O Benfica continua a mandar nisto tudo

Já se sabia que isto ia acontecer. Bastou o Benfica não perder 2 pontos devido a uma boa decisão do video-árbitro para as quengas de serviço atacarem. O conselho de arbitragem e Fábio Verissimo, com o rabinho entre as pernas, lá foram forçados a explicar uma boa decisão. Até o audio do VAR apareceu. Pena que não tenha aparecido o audio neste jogo.

Aproveitando a boleia Artur Soares Dias também podia vir explicar porque é que decidiu de forma diferente nos 2 lances seguintes. Creio que seria pedagógico.

Na 4ª jornada Abel decidiu poupar Jefferson e Esgaio no jogo contra o Porto. Na 5ª jornada Matheus Pereira não jogou contra o Porto por castigo. Na 6ª jornada é Francisco Geraldes que não vai poder defrontar o Porto por castigo. Faz parte da aliança?

A expulsão de Francisco Geraldes foi através do VAR, que era Bruno Paixão. Parece que o condicionamento a que tem sido sujeito anda a fazer maravilhas nas últimas épocas. Também seria pedagógico Bruno Paixão explicar porque é que apenas deu amarelo a Coates há duas épocas atrás num lance em Moreira de Cónegos e ontem já aconselhou o vermelho.

Montella diz que tem lido que André piscinas é um flop. Ou o rascord anda desatento ou a caça a Renato Sanches, Lindelof, Gonçalo Guedes e afins tem mesmo a ver com o clube de onde saíram.

Nelson Semedo está a ganhar mais facilmente um lugar a titular no Barcelona do que na selecção nacional. Dá que pensar se atendermos ao facto de que nem 3ª escolha foi para Fernando Santos na última convocatória.

Para terminar se Fábio Verissimo ainda tiver um tempito que explique também estes lances:





sábado, 9 de setembro de 2017

ALELUIA

E passados mais de 900 dias o Benfica voltou a jogar em superioridade numérica para o campeonato. Um recorde que deverá ser difícil de alguém bater nos próximos anos. E um recorde que passou sempre despercebido numa comunicação social sempre atenta a qualquer estatística que passe a ideia de favorecimento ao Benfica.

Novamente aconteceu o que eu já aqui falei. Podem existir 10 lances evidentes num jogo a prejudicar o Benfica que a comunicação vai falar apenas dos lances favoráveis ao Benfica mesmo que bem assinalados. Ontem num rápido zapping após o jogo lá estavam o penalty favorável ao Benfica e o golo bem anulado ao Portimonense a serem repetidos ad nauseam.

Do que não se falou foi dos 3 lances que noutros campos eram considerados penalties indiscutíveis. Um abalroamento a Pizzi e um puxão a Cervi ainda na primeira parte, e um salto sobre Luisão já na segunda. As jogadas de maior perigo do Portimonense nasciam invariavelmente de faltas claras que não eram assinaladas e que acabavam em contra-ataques perigosos, sendo o golo uma delas. Já perto do fim ainda ficou um jogador já amarelado do Portimonense por expulsar devido ao corte com o braço de uma jogada perigosa.

Indo ao jogo não existe muito a destacar. A exibição foi muito pobre e até mesmo os magos Jonas e Pizzi estiveram desastrados. Apenas se salvaram os quase 20 minutos entre o empate e o segundo golo. Depois voltou a inexplicável tremedeira na parte final. Mas quero realçar alguns pontos.

Temos um défice muito acentuado de técnica a nível dos centrais. Nenhum deles, a não ser Ruben Dias, tem qualidade para sair a jogar. Não é por acaso que Vitória para tentar ganhar o jogo preferiu recuar Samaris para central e Zivkovic para defesa esquerdo. Porque nenhum jogador conseguia sair a jogar na defesa. Para mim ou Ruben Dias começa a ser lançado ou então tem de se explorar esta solução de Samaris.

No meio-campo parece que continuamos a cometer um erro que nos custou muitos pontos na época passada. Esteja mal ou esteja bem Pizzi joga sempre. Na época passada perdemos na Madeira e empatamos em Paços de Ferreira porque Pizzi estava condicionado com amarelos e arredava-se dos adversários. Aí ficaram 5 pontos. Depois na derrota em Setúbal Pizzi andou em campo lesionado e voaram mais 3 pontos.

Ontem novamente o mesmo. Pizzi nem a 50% estava e mesmo assim jogou os 90 minutos. Vale mais um jogador de menor qualidade mas a 100% por cento do que um bom a 50%. E Rui Vitória tem de começar a ganhar coragem para deixar Pizzi no banco quando ele não está bem fisicamente.

Quanto ao resto foram 3 pontos que para mim parecem valer mais do que isso. É nestes jogos onde tudo sai mal, e mesmo assim vencemos, que se ganham os campeonatos. É que nos jogos onde tudo sai bem ganha-se sempre. Quando sai mal é que isso já não acontece com tanta frequência. Para além disso é recorrente estes jogos fracos antes e depois da Champions.