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domingo, 31 de janeiro de 2021

Todo um mundo de diferença

Jogámos contra a segunda melhor defesa do campeonato. Jogámos com 4 jogadores acabados de recuperar de covid e apenas com um treino nas pernas. Jogámos com Taarabt e ainda juntámos Gabriel que não jogava há mais de um mês. Também não havia treinador no banco. Culpados e desculpas não faltavam se a coisa corresse mal com Weigl em campo. Mas Weigl começou no banco e... vencemos por 3-0.

Os últimos 4 jogos sem Weigl são: Benfica 4-0 Lech Poznan, Benfica 5-0 Vilafranquense, E. Amadora 0-4 Benfica e Benfica 3-0 Belenenses. 16 golos marcardos e 0 sofridos. É obvio que vão dizer que tem a ver com a qualidade dos adversários (como se Portimonense, Tondela, Santa Clara ou Nacional fossem super equipas) ignorando que o Estrela tinha apenas 3 golos sofridos em todas as provas quando nos defrontou ou que o Belenenses é a segunda melhor defesa do campeonato. Ou até que muitos jogadores sem ritmo estiveram nestes jogos.

Mas o Benfica fez um grande jogo? Não. Mas a diferença de agressividade na equipa é brutal. A distância a que defendemos da nossa baliza é muito maior. A quantidade de bolas que recuperamos mais perto da baliza adversária nem se fala. A velocidade com que a bola chega na frente idem. O tempo que a bola anda a rodar de um lado para o outro sem qualquer objectividade diminiu consideravelmente. Passamos a ter mais do que uma forma de atacar. Quando marcamos um golo procuramos o próximo.

Não existe comparação possível entre uma versão e outra. Numa parece que andamos a chá de camomila. Na outra a cafeína. Numa sem alma e sem chama. Na outra com o espirito de conquista que nos deu os varios titulos da última década.

Segunda joga-se o campeonato. Uma derrota e praticamente acabou para nós. Com um empate continua a ser possível mas seria preciso uma grande segunda volta. Mas com uma vitória, saídos deste surto de covid e já com o plantel praticamente imune, podemos arrancar para uma grande época.

Portanto preparem este jogo como o mais importante da época. Porque é. E sempre a pensar no melhor para o Benfica.

6 comentários:

  1. Só não percebo é porque não contam os passes para o lado, os passes errados, os 0,2 cortes, os cantos e livres sem destino, do Rei-Sol-Pizzi.

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    1. O Pizzi já foi campeão pelo Benfica 4 vezes. Na época passada marcou 30 golos e fez 19 assistências (fê-lo em todas as provas). Nesta época já leva 11 golos e 3 assistências. O Pizzi era titular na segunda volta de 18/19 e na primeira de 19/20 onde apenas empatamos 1 jogo e perdemos outro.

      Foi o Pizzi que mudou no Benfica a meio da época passada? O Pizzi é outro como foram Sálvio e Eliseu e são André Almeida ou Gabriel. Jogadores com quem ganhamos titulos mas em quem decidimos cuspir porque nos "laterais esquerdos" desta vida nos dizem que eles não prestam. O que nos querem meter pelos olhos dentro à força é que os Grimaldos, Ferros (o que não o gabaram pela saída de bola) e Weigls é que são bons. E no último ano viu-se o que é o Benfica com estes jogadores. E entretanto vão saindo mais nomes para ilibar estes jogadores. O mais recente é Taarabt.

      Agora também sou da opinião que Pizzi não deve jogar a 8. Mas tem lugar no plantel e no 11 na maior parte da época a jogar numa ala.

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    2. bem visto
      o que é que acrescentou a entrada dele
      o problema não está no alemão está e vai continuar a estar no luis miguel.
      um exemplo para todos na arte de como evitar lesóes e falta de ar
      jr

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  2. Segunda já é fevereiro. Se o Benfica ainda tem Weigl no plantel aí que venha a próxima época.

    Nunca pensei que depois de tanta asneira nos anos 90 que a pior contratação de sempre do Benfica fosse feita em 2020.

    Nunca vi um jogador com um impacto tão negativo na equipa como o Weigl. Venha o Roberto, o Cortez, o Emerson... Com esses todos o Benfica ganhava mais do que com o "craque" Weigl.

    E pior que isto é ver bons treinadores (Lage e JJ) a apostarem nele tal e qual músico do Titanic enquanto este afunda.

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    1. Não desculpando os treinadores o Weigl parece uma "imposição". Weigl a certa altura desta época estava arrumado no Benfica. Parecia que era só esperar por Janeiro para ele sair. Mas depois de marcar aquele golo com o Lech Poznan parece que foi forçada novamente a sua entrada na equipa e com a lesão de Gabriel teve mesmo de ser. Mas o que os treinadores têm que perceber é que só sobrevivem com resultados.

      Nós por enquanto temos um plantel com um grande potencial. Eu estou é apavorado com a perspetiva de começarem a despachar jogadores importantes e a manterem esta nulidade. E como os resultados vão continuar a não aparecer vamos entrar num ciclo vicioso tal como entre 1994 e 2000.

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  3. E como dizia, no jogo com o Belém, houve muitos erros, muitas perdas de bola, mas a diferença é que com Gabriel em vez de Weigl em campo todos dão um pouco mais para compensar o erro do colega, notou-se uma capacidade de reacção e de compensação muito maior e isso faz a diferença. A equipa ganha outra alma e vontade quando a mosca tse-tse não está em campo.

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